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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

ONU pede plano de proteção contra asteroides


AsteroidesRelatório clama por medidas urgentes

A Organização das Nações Unidas julga necessário um grupo de prevenção contra meteoros e objetos espaciais.

A informação é da agênciaEfe, que teve acesso a relatório chamado “Recomendações da Equipe de Ação sobre Objetos Próximos à Terra para uma Resposta Internacional à Ameaça de um Impacto", elaborado em 2007 em Viena, Áustria.

"O risco de que um asteroide se choque contra a Terra é extremamente pequeno, mas, em função do tamanho do asteroide e do local do impacto, as consequências podem ser catastróficas", indica o documento entregue nesta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa).

Diferente de catástrofes como terremotos e tsunamis, o impacto de meteoros pode sim ser evitado. Por isso, o relatório da ONU pede por planos de ação para não se perder tempo com debates e enviar missões espaciais com o objetivo de desviar asteroides.

Apesar da proposta, o documento não cita nenhum projeto concreto de proteção.

Há meteoros como o DA14 (que passará amanhã a 27.680 quilômetros da Terra) e que, se impactassem Londres, seriam capazes de destruir toda a região metropolitana.

No momento, mais de 20 mil asteroides conhecidos orbitam próximos ao planeta, sendo que 300 deles têm perigo em potencial. Analistas preveem que, até 2020, mais de 500 mil corpos próximos a Terra consigam ser detectados.

O documento ainda deve sofrer alterações até o dia 22, antes de ser adotado por uma subcomissão científica em Viena. Em junho ele passará pelas mãos da Comissão da ONU sobre Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos. Só em outubro será submetido a votação, na Assembleia Geral das Nações Unidas.


Noticia retirada do Olhar Digital

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ONU pede plano de proteção contra asteroides


AsteroidesRelatório clama por medidas urgentes

A Organização das Nações Unidas julga necessário um grupo de prevenção contra meteoros e objetos espaciais.

A informação é da agênciaEfe, que teve acesso a relatório chamado “Recomendações da Equipe de Ação sobre Objetos Próximos à Terra para uma Resposta Internacional à Ameaça de um Impacto", elaborado em 2007 em Viena, Áustria.

"O risco de que um asteroide se choque contra a Terra é extremamente pequeno, mas, em função do tamanho do asteroide e do local do impacto, as consequências podem ser catastróficas", indica o documento entregue nesta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa).

Diferente de catástrofes como terremotos e tsunamis, o impacto de meteoros pode sim ser evitado. Por isso, o relatório da ONU pede por planos de ação para não se perder tempo com debates e enviar missões espaciais com o objetivo de desviar asteroides.

Apesar da proposta, o documento não cita nenhum projeto concreto de proteção.

Há meteoros como o DA14 (que passará amanhã a 27.680 quilômetros da Terra) e que, se impactassem Londres, seriam capazes de destruir toda a região metropolitana.

No momento, mais de 20 mil asteroides conhecidos orbitam próximos ao planeta, sendo que 300 deles têm perigo em potencial. Analistas preveem que, até 2020, mais de 500 mil corpos próximos a Terra consigam ser detectados.

O documento ainda deve sofrer alterações até o dia 22, antes de ser adotado por uma subcomissão científica em Viena. Em junho ele passará pelas mãos da Comissão da ONU sobre Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos. Só em outubro será submetido a votação, na Assembleia Geral das Nações Unidas.


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"O risco de que um asteroide se choque contra a Terra é extremamente pequeno, mas, em função do tamanho do asteroide e do local do impacto, as consequências podem ser catastróficas", indica o documento entregue nesta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa).

Diferente de catástrofes como terremotos e tsunamis, o impacto de meteoros pode sim ser evitado. Por isso, o relatório da ONU pede por planos de ação para não se perder tempo com debates e enviar missões espaciais com o objetivo de desviar asteroides.

Apesar da proposta, o documento não cita nenhum projeto concreto de proteção.

Há meteoros como o DA14 (que passará amanhã a 27.680 quilômetros da Terra) e que, se impactassem Londres, seriam capazes de destruir toda a região metropolitana.

No momento, mais de 20 mil asteroides conhecidos orbitam próximos ao planeta, sendo que 300 deles têm perigo em potencial. Analistas preveem que, até 2020, mais de 500 mil corpos próximos a Terra consigam ser detectados.

O documento ainda deve sofrer alterações até o dia 22, antes de ser adotado por uma subcomissão científica em Viena. Em junho ele passará pelas mãos da Comissão da ONU sobre Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos. Só em outubro será submetido a votação, na Assembleia Geral das Nações Unidas.


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A Organização das Nações Unidas julga necessário um grupo de prevenção contra meteoros e objetos espaciais.

A informação é da agênciaEfe, que teve acesso a relatório chamado “Recomendações da Equipe de Ação sobre Objetos Próximos à Terra para uma Resposta Internacional à Ameaça de um Impacto", elaborado em 2007 em Viena, Áustria.

"O risco de que um asteroide se choque contra a Terra é extremamente pequeno, mas, em função do tamanho do asteroide e do local do impacto, as consequências podem ser catastróficas", indica o documento entregue nesta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa).

Diferente de catástrofes como terremotos e tsunamis, o impacto de meteoros pode sim ser evitado. Por isso, o relatório da ONU pede por planos de ação para não se perder tempo com debates e enviar missões espaciais com o objetivo de desviar asteroides.

Apesar da proposta, o documento não cita nenhum projeto concreto de proteção.

Há meteoros como o DA14 (que passará amanhã a 27.680 quilômetros da Terra) e que, se impactassem Londres, seriam capazes de destruir toda a região metropolitana.

No momento, mais de 20 mil asteroides conhecidos orbitam próximos ao planeta, sendo que 300 deles têm perigo em potencial. Analistas preveem que, até 2020, mais de 500 mil corpos próximos a Terra consigam ser detectados.

O documento ainda deve sofrer alterações até o dia 22, antes de ser adotado por uma subcomissão científica em Viena. Em junho ele passará pelas mãos da Comissão da ONU sobre Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos. Só em outubro será submetido a votação, na Assembleia Geral das Nações Unidas.


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Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

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Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

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Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


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Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


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Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


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