.Radio Mais

.Veja no blog da Radio Mais


Sábado, 6 de Setembro de 2014

Nasa acredita que encontrará alienígenas em 20 anos



Em 20 anos, a humanidade poderá descobrir que não está sozinha no universo, segundo pessoas da Nasa.
Nesta semana, a agência espacial norte-americana promoveu uma discussão sobre a busca por vida alienígena e o astrônomo Kevin Hand fez a aposta de duas décadas - que parece fazer sentido para boa parte dos presentes.
Conforme noticiado pela CNET, Charles Bolden, um dos administradores da Nasa, afirmou que sempre procurou por alienígenas em seu tempo como astronauta mas nunca encontrou nada. Apesar disso, sua fé e o conhecimento que tem da ciência o fazem crer que há vida fora da Terra.
"Imagine o momento quando descobrirmos sinais de vida", declarou Matt Mountain, diretor do Space Telescope Science Institute. "Imagine o momento quando o mundo acordar e a raça humana descobrir que sua longa solidão no tempo e no espaço pode ter acabado."

Noticia retirada do Olhar Digital

publicado por radiomaisto às 00:28
link do post | comentar | favorito
| partilhar
Sábado, 9 de Agosto de 2014

Nasa descobre planeta parecido com a Terra em zona habitável



Desde que a humanidade começou a explorar o espaço, a grande questão sempre foi: “existe algum planeta como a Terra, capaz de abrigar a vida humana?”. Um novo relatório da Nasa indica que talvez esta pergunta tenha sido respondida. A agência espacial encontrou o planeta mais parecido com o nosso, até o momento, com condições de existência de vida muito semelhantes.
Nomeado Kepler 186f, o planeta está na distância ideal de seu sol, possibilitando a existência de água líquida, o que permitiria o desenvolvimento de vida.
Outros planetas parecidos com a Terra já haviam sido encontrados, mas eles eram ou muito quentes, pela proximidade do sol, ou muito grandes, o que colabora para aumentar a gravidade e dificultar a existência de vida. O novo planeta é apenas 10% maior.
O Kepler 186f tem uma órbita bem menor que a da Terra, de apenas 130 dias, indicando que ele está bem mais perto do sol. No entanto, a estrela que ele orbita é significantemente menor do que o nosso sol. No fim das contas, os cálculos indicam que as condições são semelhantes às terráqueas.
Há alguns problemas, no entanto. Ele está bem no limite da zona habitável e a Nasa diz que ele recebe de sua estrela apenas um terço da energia que a Terra recebe do sol. Assim, bem ao “meio-dia”, seu brilho é quase o mesmo visto por aqui uma hora antes do pôr do sol. A composição e massa do planeta seguem desconhecidos, e não há evidências de uma atmosfera que seja capaz de abrigar vida.
Mesmo com todos estes pontos contra, ele ainda assim é o que mais próximo da Terra já foi encontrado no espaço. Mas, mesmo se ele tivesse todas as condições de abrigar a vida humana, ele dificilmente verá algum terráqueo ou qualquer sonda por um bom tempo. Ele fica a 500 anos-luz da terra, ou aproximadamente 4,7 quatrilhões de quilômetros. A sonda New Horizons, considerada a mais rápida a deixar o planeta terra, saiu com velocidade de 59 mil km/h. Se ela tivesse sido lançada na direção de Kepler 186f e mantivesse esta velocidade, ela só chegaria dentro de 9 milhões de anos.

Via The Verge 
Noticia retirada do Olhar Digital

publicado por radiomaisto às 00:16
link do post | comentar | favorito
| partilhar
Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

publicado por radiomaisto às 07:00
link do post | comentar | favorito
| partilhar

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

publicado por radiomaisto às 07:00
link do post | comentar | favorito
| partilhar

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

publicado por radiomaisto às 07:00
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
| partilhar

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

publicado por radiomaisto às 01:00
link do post | comentar | favorito
| partilhar

Por que a Terra é "seca"? Um dos maiores mistérios do nosso sistema solar é solucionado


Por que a Terra é

Até então, a teoria que explicava a maneira como os planetas foram criados deixava a entender que a Terra, na verdade, deveria ser um mundo gélido.


Mesmo com água em sua superfície, a Terra é, na verdade, formada por 99% de rocha (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Apesar de vermos oceanos ocupando grandes áreas da superfície terrestre (característica que adjetivou o nosso planeta como “azul”), a Terra é, na verdade, “seca”. Isso ocorre por existir, segundo os cientistas, 99% de rocha na composição do nosso mundo. E é nesse ponto que entra um dos maiores mistérios da astronomia: pela teoria atual quanto ao modelo de formação do nosso sistema solar, isso seria impossível — a Terra deveria ser um corpo gélido.
Para desvendar esse mistério, dois astrônomos do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, Rebecca Martin e Mario Livio, observaram o comportamento de estrelas jovens usando dados do Telescópio Hubble. A resposta que encontraram poderá mudar uma das principais teorias quanto à criação dos planetas do nosso sistema solar, mostrando os motivos que levam o nosso mundo a ter água líquida (e não apenas gelo) em sua composição.

As diferenças entre as teorias

Segundo a primeira teoria que explica a formação dos planetas do nosso sistema — denominada de “modelo de disco de acreção padrão” —, existia, há bilhões de anos, um disco protoplanetário (formado de gases e poeiras) ao redor do Sol. As forças gravitacionais condensaram pedaços desse disco, que se transformaram nos corpos celestes que orbitam nossa grande estrela.

Por que a Terra é  
Modelo anterior dividia nosso sistema em apenas duas áreas e a "linha de neve" era mais próxima do Sol  (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Ainda nessa teoria, os planetas possuiriam uma composição diferente de acordo com a distância do Sol. O modelo atual mostra que, a uma distância “X” da estrela, os planetas seriam “secos”. Depois dessa área “X”, todos os outros planetas já seriam gélidos, sem água líquida. O marco da divisão entre essas duas áreas — seca e gelada — recebe o nome de “linha de neve”. O problema é que, pelo modelo, a Terra estaria depois dela e deveria ser um mundo de gelo.
Assim, uma das possíveis explicações que foram criadas quanto ao volume líquido existente no nosso planeta seria que esta quantidade de água poderia ter vindo de asteroides. Mas muitos cientistas ainda não acreditavam claramente nisso e ainda buscavam outra explicação — como foi o caso de Martin e Livio.

Por que a Terra é  
Nova teoria coloca a "linha de neve" mais distante do Sol e cria novas áreas (Fonte da imagem: Reprodução/Hubble site)

Estes dois astrônomos, ao observarem as estrelas jovens e perceberem que os discos ao redor delas não eram totalmente ionizados, chegaram à conclusão de que a “linha de neve” estava no local errado e que não existia apenas uma área “seca” e outra “gelada”, mas várias áreas ao redor do Sol.
Tal resultado foi obtido pela consideração de que, como nas estrelas jovens, também não havia ionização no disco do nosso sistema nos primórdios. Logo, a matéria não se movia da forma apontada pelo modelo antigo.
Na nova teoria, agora existiriam quatro regiões ao redor do Sol. A Terra passaria a estar em uma região caracterizada como quente, seca e autogravitacional — em que as forças gravitacionais, no processo de formação dos planetas, faziam o gelo evaporar ao aquecerem a densa matéria que estava flutuando no disco. Com isso, a nova teoria poderá mudar para sempre o nosso conhecimento sobre como os planetas foram criados.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/astronomia/26901-por-que-a-terra-e-seca-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-sistema-solar-e-solucionado.htm#ixzz2IwXcwCak

publicado por radiomaisto às 01:00
link do post | comentar | favorito
| partilhar
Sábado, 9 de Junho de 2012

Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

riocentro Riocentro, na zona oeste do Rio, será a sede da Rio+20







Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

Especialistas comparam conferência com Eco 92 e apontam novo fracasso


Há duas décadas, cerca de 180 chefes de Estado desembarcavam no Rio de Janeiro para a mais importante conferência sobre o meio ambiente da história. Visando equilibrar crescimento econômico e conservação de recursos naturais, a Eco 92 – ou Rio 92 – estabeleceu e globalizou o conceito de desenvolvimento sustentável. Muito tempo se passou, mas quase nada saiu do papel. Com a Rio+20 batendo à porta, os problemas e possíveis soluções para o futuro da Terra voltam a ecoar, mas as perspectivas não animam. Segundo especialistas que vivenciaram e estudaram a fundo a Eco 92, a pouca objetividade das propostas atuais e a falta de boa vontade dos países ricos apontam para um novo fracasso.
Membro do grupo de análise em clima e relações internacionais da UnB (Universidade de Brasília), o pesquisador Matías Franchini considera que os resultados práticos da Rio+20 serão ainda menos significativos do que os registrados após a Eco 92.
— As propostas não são sólidas, não são bem definidas. A perspectiva da Rio+20 é ser ainda pior que a Eco 92, quando as pessoas chegaram com um sentimento bom impregnado por causa do fim da Guerra Fria [disputa política entre a extinta União Soviética e os EUA pela hegemonia mundial]. A Rio+20 não conseguirá concretizar seus objetivos, como definição a respeito da economia verde ou a criação de um instrumento global voltado para o desenvolvimento sustentável.
Relembre a Eco 92
Elaborado e assinado por autoridades de todo o planeta, o Rascunho Zero — ou texto base — da Rio+20 revela trechos como “Nós, os chefes de Estado e governo, após nos reunirmos no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012 (data da Rio+20), decidimos trabalhar com conjunto em busca de um futuro próspero, seguro e sustentável para nossos povos e nosso planeta”. O documento também traz promessas como “Nós reafirmamos nossa determinação em libertar a humanidade da fome e da carência através da erradicação de todas as formas de pobreza e conflito para que as sociedades sejam justas, igualitárias e inclusivas, e para uma estabilidade econômica”.
Leonardo Boff, integrante da Comissão Central da Carta da Terra — elaborada paralelamente à Eco 92 com o objetivo de ressaltar maneiras sustentáveis de vida — considera o texto base uma “vergonha”. Em entrevista à ONG WWF Brasil, Boff critica a falta de objetividade do chamado Rascunho Zero.
— O documento é uma vergonha para a inteligência mundial. (...) É um documento comovedor em termos de boa vontade, mas ingênuo quanto à autocrítica e na apresentação de mediações para as propostas que faz. Os três temas centrais, a sustentabilidade, a governança global e a economia verde, nunca são claramente definidos, dando a impressão de quererem ocupar as mentes pensantes mundiais para não se ocuparem dos verdadeiros problemas: modo de produção avassalador da natureza, desigualdades [injustiças sociais] e urgência de modelos alternativos.
Participante ativo da Eco 92, Boff lamenta o fato de a maior conferência sobre o meio ambiente da história não ter significado uma real mudança na forma de pensar e agir dos governantes mundiais.

— Não espero nada dos chefes de Estado. A maioria não vem [entre eles Barack Obama, presidente dos EUA, a chanceler Alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron]. (...) Tudo termina no gargalo: quem financiará as medidas eventualmente a serem tomadas? Todos alegam não ter dinheiro, que estão em crise econômico-financeira e que não podem ajudar. Por detrás, está a visão perversa capitalista e neoliberal: o que conta são os mercados, as moedas, o sistema econômico-financeiro e não a vida, a humanidade, o futuro de nossa civilização e a preservação da vitalidade da Terra.
Um pouco mais otimista, o economista e ecologista Sérgio Besserman tem esperança de que a Rio+20 renda algum fruto à Terra. Contudo, ele reforça a sensação de fracasso quando o assunto é o legado da Eco 92.
— Do ponto de vista físico a Rio 92 deixou um legado irrisório. Agora, para a Rio+20 as discussões parecem mais substantivas para que haja um legado maior. Muito pouco do que foi discutido há 20 anos foi implementado. O que ficou de mais importante, na verdade, foi o número de pessoas, redes, empresas, enfim, o número de atores sociais e políticos que passaram a compreender o tema do desenvolvimento sustentável.
Planeta em decadência
De acordo com pesquisa divulgada no último dia 6 pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apenas quatro das 90 principais metas mais importantes traçadas nos últimos 40 anos, incluindo os documentos assinados na Eco 92, tiveram avanços significativos. São eles: eliminação da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, acesso a fontes melhoradas de água e pesquisas para reduzir a poluição no meio ambiente marinho.
A noção de que quase todo o cardápio de ideias discutido há 20 anos se manteve no plano conceitual é reforçada por dados recentes sobre pobreza. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 925 milhões de pessoas passam fome em um mundo que vive espremido por uma população superior a sete bilhões de habitantes. Em 1992, quando a Terra tinha cerca de 1 bilhão a menos de pessoas, aproximadamente 830 milhões não tinham o que comer.
Segundo o pesquisador Matías Franchini, o planeta entrou em uma decadência ambiental ao longo dos últimos 20 anos. Para ele, a Agenda 21, principal documento resultante da conferência de 1992, foi ignorado.
— Os instrumentos formulados na Eco 92 não se desenvolveram. Os países não assimilaram os tópicos da Agenda 21. Notou-se um avanço mínimo a respeito de melhorias governamentais sobre sustentabilidade. Mas, em contrapartida, houve um avanço enorme dos problemas, como agressão à atmosfera, emissão de gases, pobreza... O planeta piorou muito.



Noticia retirada do R7








publicado por radiomaisto às 11:47
link do post | comentar | favorito
| partilhar

Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

riocentro Riocentro, na zona oeste do Rio, será a sede da Rio+20







Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

Especialistas comparam conferência com Eco 92 e apontam novo fracasso


Há duas décadas, cerca de 180 chefes de Estado desembarcavam no Rio de Janeiro para a mais importante conferência sobre o meio ambiente da história. Visando equilibrar crescimento econômico e conservação de recursos naturais, a Eco 92 – ou Rio 92 – estabeleceu e globalizou o conceito de desenvolvimento sustentável. Muito tempo se passou, mas quase nada saiu do papel. Com a Rio+20 batendo à porta, os problemas e possíveis soluções para o futuro da Terra voltam a ecoar, mas as perspectivas não animam. Segundo especialistas que vivenciaram e estudaram a fundo a Eco 92, a pouca objetividade das propostas atuais e a falta de boa vontade dos países ricos apontam para um novo fracasso.
Membro do grupo de análise em clima e relações internacionais da UnB (Universidade de Brasília), o pesquisador Matías Franchini considera que os resultados práticos da Rio+20 serão ainda menos significativos do que os registrados após a Eco 92.
— As propostas não são sólidas, não são bem definidas. A perspectiva da Rio+20 é ser ainda pior que a Eco 92, quando as pessoas chegaram com um sentimento bom impregnado por causa do fim da Guerra Fria [disputa política entre a extinta União Soviética e os EUA pela hegemonia mundial]. A Rio+20 não conseguirá concretizar seus objetivos, como definição a respeito da economia verde ou a criação de um instrumento global voltado para o desenvolvimento sustentável.
Relembre a Eco 92
Elaborado e assinado por autoridades de todo o planeta, o Rascunho Zero — ou texto base — da Rio+20 revela trechos como “Nós, os chefes de Estado e governo, após nos reunirmos no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012 (data da Rio+20), decidimos trabalhar com conjunto em busca de um futuro próspero, seguro e sustentável para nossos povos e nosso planeta”. O documento também traz promessas como “Nós reafirmamos nossa determinação em libertar a humanidade da fome e da carência através da erradicação de todas as formas de pobreza e conflito para que as sociedades sejam justas, igualitárias e inclusivas, e para uma estabilidade econômica”.
Leonardo Boff, integrante da Comissão Central da Carta da Terra — elaborada paralelamente à Eco 92 com o objetivo de ressaltar maneiras sustentáveis de vida — considera o texto base uma “vergonha”. Em entrevista à ONG WWF Brasil, Boff critica a falta de objetividade do chamado Rascunho Zero.
— O documento é uma vergonha para a inteligência mundial. (...) É um documento comovedor em termos de boa vontade, mas ingênuo quanto à autocrítica e na apresentação de mediações para as propostas que faz. Os três temas centrais, a sustentabilidade, a governança global e a economia verde, nunca são claramente definidos, dando a impressão de quererem ocupar as mentes pensantes mundiais para não se ocuparem dos verdadeiros problemas: modo de produção avassalador da natureza, desigualdades [injustiças sociais] e urgência de modelos alternativos.
Participante ativo da Eco 92, Boff lamenta o fato de a maior conferência sobre o meio ambiente da história não ter significado uma real mudança na forma de pensar e agir dos governantes mundiais.

— Não espero nada dos chefes de Estado. A maioria não vem [entre eles Barack Obama, presidente dos EUA, a chanceler Alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron]. (...) Tudo termina no gargalo: quem financiará as medidas eventualmente a serem tomadas? Todos alegam não ter dinheiro, que estão em crise econômico-financeira e que não podem ajudar. Por detrás, está a visão perversa capitalista e neoliberal: o que conta são os mercados, as moedas, o sistema econômico-financeiro e não a vida, a humanidade, o futuro de nossa civilização e a preservação da vitalidade da Terra.
Um pouco mais otimista, o economista e ecologista Sérgio Besserman tem esperança de que a Rio+20 renda algum fruto à Terra. Contudo, ele reforça a sensação de fracasso quando o assunto é o legado da Eco 92.
— Do ponto de vista físico a Rio 92 deixou um legado irrisório. Agora, para a Rio+20 as discussões parecem mais substantivas para que haja um legado maior. Muito pouco do que foi discutido há 20 anos foi implementado. O que ficou de mais importante, na verdade, foi o número de pessoas, redes, empresas, enfim, o número de atores sociais e políticos que passaram a compreender o tema do desenvolvimento sustentável.
Planeta em decadência
De acordo com pesquisa divulgada no último dia 6 pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apenas quatro das 90 principais metas mais importantes traçadas nos últimos 40 anos, incluindo os documentos assinados na Eco 92, tiveram avanços significativos. São eles: eliminação da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, acesso a fontes melhoradas de água e pesquisas para reduzir a poluição no meio ambiente marinho.
A noção de que quase todo o cardápio de ideias discutido há 20 anos se manteve no plano conceitual é reforçada por dados recentes sobre pobreza. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 925 milhões de pessoas passam fome em um mundo que vive espremido por uma população superior a sete bilhões de habitantes. Em 1992, quando a Terra tinha cerca de 1 bilhão a menos de pessoas, aproximadamente 830 milhões não tinham o que comer.
Segundo o pesquisador Matías Franchini, o planeta entrou em uma decadência ambiental ao longo dos últimos 20 anos. Para ele, a Agenda 21, principal documento resultante da conferência de 1992, foi ignorado.
— Os instrumentos formulados na Eco 92 não se desenvolveram. Os países não assimilaram os tópicos da Agenda 21. Notou-se um avanço mínimo a respeito de melhorias governamentais sobre sustentabilidade. Mas, em contrapartida, houve um avanço enorme dos problemas, como agressão à atmosfera, emissão de gases, pobreza... O planeta piorou muito.



Noticia retirada do R7








publicado por radiomaisto às 11:47
link do post | comentar | favorito
| partilhar

Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

riocentro Riocentro, na zona oeste do Rio, será a sede da Rio+20







Países ricos e falta de metas claras ameaçam Rio+20

Especialistas comparam conferência com Eco 92 e apontam novo fracasso


Há duas décadas, cerca de 180 chefes de Estado desembarcavam no Rio de Janeiro para a mais importante conferência sobre o meio ambiente da história. Visando equilibrar crescimento econômico e conservação de recursos naturais, a Eco 92 – ou Rio 92 – estabeleceu e globalizou o conceito de desenvolvimento sustentável. Muito tempo se passou, mas quase nada saiu do papel. Com a Rio+20 batendo à porta, os problemas e possíveis soluções para o futuro da Terra voltam a ecoar, mas as perspectivas não animam. Segundo especialistas que vivenciaram e estudaram a fundo a Eco 92, a pouca objetividade das propostas atuais e a falta de boa vontade dos países ricos apontam para um novo fracasso.
Membro do grupo de análise em clima e relações internacionais da UnB (Universidade de Brasília), o pesquisador Matías Franchini considera que os resultados práticos da Rio+20 serão ainda menos significativos do que os registrados após a Eco 92.
— As propostas não são sólidas, não são bem definidas. A perspectiva da Rio+20 é ser ainda pior que a Eco 92, quando as pessoas chegaram com um sentimento bom impregnado por causa do fim da Guerra Fria [disputa política entre a extinta União Soviética e os EUA pela hegemonia mundial]. A Rio+20 não conseguirá concretizar seus objetivos, como definição a respeito da economia verde ou a criação de um instrumento global voltado para o desenvolvimento sustentável.
Relembre a Eco 92
Elaborado e assinado por autoridades de todo o planeta, o Rascunho Zero — ou texto base — da Rio+20 revela trechos como “Nós, os chefes de Estado e governo, após nos reunirmos no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012 (data da Rio+20), decidimos trabalhar com conjunto em busca de um futuro próspero, seguro e sustentável para nossos povos e nosso planeta”. O documento também traz promessas como “Nós reafirmamos nossa determinação em libertar a humanidade da fome e da carência através da erradicação de todas as formas de pobreza e conflito para que as sociedades sejam justas, igualitárias e inclusivas, e para uma estabilidade econômica”.
Leonardo Boff, integrante da Comissão Central da Carta da Terra — elaborada paralelamente à Eco 92 com o objetivo de ressaltar maneiras sustentáveis de vida — considera o texto base uma “vergonha”. Em entrevista à ONG WWF Brasil, Boff critica a falta de objetividade do chamado Rascunho Zero.
— O documento é uma vergonha para a inteligência mundial. (...) É um documento comovedor em termos de boa vontade, mas ingênuo quanto à autocrítica e na apresentação de mediações para as propostas que faz. Os três temas centrais, a sustentabilidade, a governança global e a economia verde, nunca são claramente definidos, dando a impressão de quererem ocupar as mentes pensantes mundiais para não se ocuparem dos verdadeiros problemas: modo de produção avassalador da natureza, desigualdades [injustiças sociais] e urgência de modelos alternativos.
Participante ativo da Eco 92, Boff lamenta o fato de a maior conferência sobre o meio ambiente da história não ter significado uma real mudança na forma de pensar e agir dos governantes mundiais.

— Não espero nada dos chefes de Estado. A maioria não vem [entre eles Barack Obama, presidente dos EUA, a chanceler Alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron]. (...) Tudo termina no gargalo: quem financiará as medidas eventualmente a serem tomadas? Todos alegam não ter dinheiro, que estão em crise econômico-financeira e que não podem ajudar. Por detrás, está a visão perversa capitalista e neoliberal: o que conta são os mercados, as moedas, o sistema econômico-financeiro e não a vida, a humanidade, o futuro de nossa civilização e a preservação da vitalidade da Terra.
Um pouco mais otimista, o economista e ecologista Sérgio Besserman tem esperança de que a Rio+20 renda algum fruto à Terra. Contudo, ele reforça a sensação de fracasso quando o assunto é o legado da Eco 92.
— Do ponto de vista físico a Rio 92 deixou um legado irrisório. Agora, para a Rio+20 as discussões parecem mais substantivas para que haja um legado maior. Muito pouco do que foi discutido há 20 anos foi implementado. O que ficou de mais importante, na verdade, foi o número de pessoas, redes, empresas, enfim, o número de atores sociais e políticos que passaram a compreender o tema do desenvolvimento sustentável.
Planeta em decadência
De acordo com pesquisa divulgada no último dia 6 pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apenas quatro das 90 principais metas mais importantes traçadas nos últimos 40 anos, incluindo os documentos assinados na Eco 92, tiveram avanços significativos. São eles: eliminação da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, acesso a fontes melhoradas de água e pesquisas para reduzir a poluição no meio ambiente marinho.
A noção de que quase todo o cardápio de ideias discutido há 20 anos se manteve no plano conceitual é reforçada por dados recentes sobre pobreza. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 925 milhões de pessoas passam fome em um mundo que vive espremido por uma população superior a sete bilhões de habitantes. Em 1992, quando a Terra tinha cerca de 1 bilhão a menos de pessoas, aproximadamente 830 milhões não tinham o que comer.
Segundo o pesquisador Matías Franchini, o planeta entrou em uma decadência ambiental ao longo dos últimos 20 anos. Para ele, a Agenda 21, principal documento resultante da conferência de 1992, foi ignorado.
— Os instrumentos formulados na Eco 92 não se desenvolveram. Os países não assimilaram os tópicos da Agenda 21. Notou-se um avanço mínimo a respeito de melhorias governamentais sobre sustentabilidade. Mas, em contrapartida, houve um avanço enorme dos problemas, como agressão à atmosfera, emissão de gases, pobreza... O planeta piorou muito.



Noticia retirada do R7








publicado por radiomaisto às 11:47
link do post | comentar | favorito
| partilhar

.Visita

contador de visitantes

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 1 seguidor

.pesquisar

 

.Outubro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


.posts recentes

. Nasa acredita que encontr...

. Nasa descobre planeta par...

. Por que a Terra é "seca"?...

. Por que a Terra é "seca"?...

. Por que a Terra é "seca"?...

. Por que a Terra é "seca"?...

. Por que a Terra é "seca"?...

. Países ricos e falta de m...

. Países ricos e falta de m...

. Países ricos e falta de m...

.arquivos

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.links

.Noticia 1

.Previsão do Tempo

.as minhas fotos

.subscrever feeds

SAPO Blogs